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A minha caneta

Uma mulher e uma caneta (ou um teclado).

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A minha caneta

16
Out17

Um país em chamas

a minha caneta

Espremidinho entre o Orçamento de Estado e a Acusação de José Socrates, saiu o relatório da comissão independente sobre Pedrogão. Ainda não o li todo, mas temo o pior. Pelo que vou lendo e pelas reações que vou vendo. Começo a achar que vai tudo assobiar para o lado e fingir que nada poderia evitar a tragédia. 

Lembro que no caso da ponte de Entre-os -Rios, a "infantil" responsabilidade política levou ao pedido de demissão de um primeiro-ministro. A culpa não pode morrer solteira. Até pelo respeito que estas pessoas nos merecem. As que morreram em Pedrogão e as 27 que morreram este fim-de-semana.

Todos sabemos que ninguém que estava no comando ou no terreno agiu de modo a que, deliberadamente, alguém morresse. A questão não é essa. Mas a verdade é que as más decisões conduziram a más ações e aos resultados que estão à vista: 91 mortos.

As responsabilidades não podem ser constantemente chutadas para as condições atmosféricas ou para o SIRESP. Quem tudo perdeu, quem chora os seus mortos, precisa de sentir que está acompanhado na sua dor, que não se está simplesmente a seguir cegamente em frente. De nada vale a solidariedade e a comoção nacional, os dias de luto e as coroas de flores nos funerais. Também sei que as demissões não trarão de volta quem morreu. Mas darão a quem tudo perdeu a sensação de que quem representa o poder assume as suas responsabilidades.

Não sou especialista em combate aos incêndios nem sei como deve ser feita a reflorestação do nosso país, mas parece-me evidente que o que tem sido feito até agora não chega. E também me parece evidente que há no nosso país quem perceba muito deste assunto.

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