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A minha caneta

Uma mulher e uma caneta (ou um teclado).

Uma mulher e uma caneta (ou um teclado).

A minha caneta

11
Out17

Problema de expressão

a minha caneta

Este é o título de uma das minhas canções preferidas. Encanto-me de cada vez que a oiço. Perco-me na voz da Manuela Azevedo e na força do poema. De cada vez é como a primeira, acho-a linda, completa os espaços vazios.

Nas últimas semanas sinto este problema, o de não me conseguir exprimir cabalmente. Não porque não consiga dizer a alguém que o amo (como na canção), mas porque me faltam as palavras que me ajudem a digerir e a organizar tudo o que sinto. São ondas, pequenas réplicas que me assolam constantemente. Nas mais pequenas coisas, em mim, nos outros... 

A surpresa é tanta que às vezes tento parar para sentir, para sair desta dormência que me mantem isolada da realidade. Como num sonho. Há momentos em que tudo parece bastante irreal, e que me basta concentrar-me no dia-a-dia, nas tarefas, no básico que me mantem funcional, para que tudo não passe de uma mancha lá longe, num cantinho encondido da minha cabeça. 

Mas também há momentos em que sinto o chão a fugir, não sei o que dizer nem o que fazer. Tento apenas não antecipar. Não reviver, não achar que a história se repete sempre da mesma forma.

Não há soluções fáceis, nem respostas mágicas, mas era bom que assim fosse, que conseguisse encontrar uma justificação (nem que fosse divina) que me apaziguasse. 

Enquanto isso tento nas palavras.

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